Pesquisa da Toku sobre Pix Automático é destaque no Estadão
Na última semana, a Toku foi destaque na editoria de Economia do Estadão. A reportagem, assinada pela jornalista Marianna Gualter do Broadcast, cobriu os resultados de um estudo inédito que realizamos em parceria com a PiniOn, plataforma de pesquisa de mercado, sobre o comportamento dos brasileiros em relação ao Pix Automático e aos pagamentos recorrentes.
O levantamento ouviu 1.531 pessoas em 528 municípios de todos os estados do Brasil, com coleta de dados realizada em fevereiro de 2026. É a primeira pesquisa nacional de fôlego sobre o tema desde o lançamento do Pix Automático pelo Banco Central, em junho de 2025.
O que a pesquisa revelou
Os dados mostram um paradoxo que quem trabalha com cobrança recorrente precisa entender.
O Pix Automático é amplamente conhecido: 81% dos brasileiros já ouviram falar da funcionalidade. Mas apenas 11,8% a utilizam como principal meio de pagamento de contas mensais. A versão manual do Pix segue dominante, adotada por 51,7% da população para essa finalidade.
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Esse gap não é de comunicação. Quando a pesquisa pergunta os motivos, 44,8% dos respondentes afirmam preferir controlar manualmente seus próprios pagamentos. A barreira principal é psicológica: receio de perder o controle sobre o próprio orçamento, não rejeição à tecnologia.
O dado que inverte essa lógica está logo em seguida: 81% adotariam o Pix Automático se houvesse total transparência e facilidade de cancelamento. O mesmo percentual que conhece o produto o adotaria, se a experiência fosse bem desenhada.
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Outro ponto relevante da pesquisa é o contexto financeiro em que esse comportamento acontece. Seis em cada dez brasileiros têm mais de 50% da renda comprometida com despesas fixas mensais. Com essa margem, qualquer falha no processo de cobrança, um esquecimento, um reintento sem aviso, uma cobrança mal comunicada, tem impacto real no orçamento de quem está pagando.
50,8% dos brasileiros pagaram multa ou juros por atraso no último ano. E quando você olha os motivos, o dado mais relevante para empresas que operam receita recorrente é que parte significativa desses atrasos não está ligada à falta de dinheiro. Está ligada à fricção operacional: esquecer a data de vencimento (16,6%), precisar emitir boleto todo mês (10,7%), desorganização financeira.
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O que isso significa para empresas
Como Raphael Emerick, Country Manager da Toku no Brasil, disse ao Estadão: "O Pix automático existe no mercado desde 2025 e estamos no comecinho de 2026, então ele é um novíssimo meio de pagamento. Com a novidade, há dois pontos importantes: tanto as empresas precisam se adaptar tecnologicamente quanto os consumidores precisam se adaptar culturalmente."
Para a adoção crescer, o papel das empresas é central. Cabe a elas informar os clientes sobre o funcionamento do Pix Automático, garantir transparência sobre valores e datas, e deixar claro desde o início da jornada que o cancelamento é simples. A funcionalidade é menos engessada do que o débito automático tradicional, e esse é um argumento que precisa chegar até o consumidor.
Os dados da pesquisa apontam na mesma direção: 46,4% dos brasileiros associam pagamentos automáticos à prevenção de atrasos e 21% à redução de estresse financeiro. A disposição existe. O que falta é confiança na experiência.
Acesse a cobertura completa
A reportagem completa foi publicada na editoria de Economia do Estadão em 10 de março de 2026, sob o título "Maioria conhece Pix automático, mas só 11,8% o usam para pagar contas mensais, diz pesquisa".
A matéria está disponível para assinantes do Estadão no link abaixo.


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